E eu descobri que a felicidade plena não existe. Por mais feliz que nos sintamos com algum fator, e por mais que essa felicidade bloqueie outros fatores e nos cegue para uma roda ininterrupta de realidade à nossa volta, uma hora tomamos um choque de realidade. E ela dói. E você descobre que a outra fonte de plenitude não supre essa falta.
O meu coração é fragmentado em vários pedaços. Para vários setores. Eu achei a metade dele no setor "amor." E isso me basta. Ou assim eu pensei; e pelo menos na maior parte dos momentos, basta mesmo. Fui me dar conta, então, de que por mais completa que eu me sinta, ainda vai estar me faltando algo. E eu sei o que é esse algo.
É o algo que me pega desprevinida, e se aproveita da minha fragilidade par atacar. Para vir à tona. E então as lágrimas vêm, como resultado da falta. Da saudade.
"Saudade não é olhar pro lado e dizer 'se foi'. É olhar pro lado e perguntar 'cadê?'".
Cadê?
segunda-feira, 25 de maio de 2009
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