E eu descobri que a felicidade plena não existe. Por mais feliz que nos sintamos com algum fator, e por mais que essa felicidade bloqueie outros fatores e nos cegue para uma roda ininterrupta de realidade à nossa volta, uma hora tomamos um choque de realidade. E ela dói. E você descobre que a outra fonte de plenitude não supre essa falta.
O meu coração é fragmentado em vários pedaços. Para vários setores. Eu achei a metade dele no setor "amor." E isso me basta. Ou assim eu pensei; e pelo menos na maior parte dos momentos, basta mesmo. Fui me dar conta, então, de que por mais completa que eu me sinta, ainda vai estar me faltando algo. E eu sei o que é esse algo.
É o algo que me pega desprevinida, e se aproveita da minha fragilidade par atacar. Para vir à tona. E então as lágrimas vêm, como resultado da falta. Da saudade.
"Saudade não é olhar pro lado e dizer 'se foi'. É olhar pro lado e perguntar 'cadê?'".
Cadê?
segunda-feira, 25 de maio de 2009
domingo, 19 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Feliz um mês, bebê. O nosso primeiro.

Um mês. Um mês inteiro que você vem me fazendo feliz. Mas dizer isso é muito óbvio. Então vou dizer que um mês que você me fez feliz como eu não cheguei a ser em meses, e até em um ano. Um mês para o calendário ou a maioria das pessoas pode parecer pouco. Só 30 ou 31 dias. Mas, para mim, é muito tempo. Isso porque eu vivi cada dia desses com vontade. Com expectativa. E, sobretudo, com amor. Um dia vivido com amor é um dia vivido por um coração renovado. E não há coisa melhor. E não só por isso, mas porque eu vivi esses dias na ansiedade de te ver quando acordasse, e de ver nós completarmos um mês juntos. Um mês em que eu fui só sua, depois do firmamento de um amor, e você, só meu. Já que eu falei ali de coração renovado, vou explicar. Você não só renovou o meu coração como também me renovou. E fez isso mesmo sem saber. Veio fazendo isso antes mesmo de nos conhecermos. Entenda, eu estava passando por um momento ruim – perder alguém nunca é bom, você bem sabe. E, ainda que estivesse mais recomposta, ainda não estava inteiramente feliz. Mas isso mudou no instante em que você cruzou à minha frente. Antes até de nos falarmos, eu tinha me enchido de uma esperança nova. Você me fez crer que eu podia ainda recompor os pedaços do meu coração. Mas isso era só uma vaga idéia, que eu ainda não queria alimentar. E então você veio, concretizando quaisquer que fossem os meus sonhos e as minhas vontades, me mostrando que sim, eu podia amar de novo. Aliás, eu já estava amando. Mas agora aquilo saía do platônico e chegava ao concreto, à realidade. Você me fez agarrar à esperança no amor. No amor de toda a vida, quem sabe. Coloriu todo o mundo à minha volta, e, com você, eu senti o meu coração acordar com entusiasmo. Como se ele tivesse tirado umas férias, passado um tempo descansando. Dormindo. E agora ele de repente abria os olhos e tinha forças para voltar a ser forte, ele tinha, junto comigo, vontade de “respirar.” Para bater por um motivo nobre, um que o fará continuar com esse vermelho vivo. Da cor que ele só é com um amor que o purifica, um que eu me sinto verdadeiramente viva, que o meu corpo trabalha com vontade e o meu sangue corre pela sede de viver, levando mais sangue e o mantendo dessa cor que o aquece. E, durante todo esse mês, eu visitei diversas vezes o nosso lugar. Já te falei sobre ele. Dizer que é o céu, que você me faz andar nas nuvens é batido. Mas é algum lugar perto disso. Algum lugar que eu inventei só para mim. Para nós. Para aqueles momentos em que felicidade, plenitude e realização é pouco para definir o que eu estou sentindo.
- Fica aqui para sempre? – Eu disse, com a cabeça encostada nele.
- Aqui não dá – disse-me ele, sorrindo. Mas aqui – completou, colocando a mão em meu coração – eu prometo.
- Promete? – Eu disse, suplicante.
- Para sempre.
E agora, que há um mês atrás estávamos nos dando o primeiro beijo, sob a chuva, naquelas condições inusitadas, mas mesmo assim nos sentindo imunes por quase como estarmos envolvidos numa redoma que acabara de se formar, na hora em que seus lábios tocaram os meus. Se formar a partir da junção de duas metades de um coração que batia separado, mas que sabia que logo iria se encontrar; e que agora, completo, iria nos proteger. Eu acho, então, incrível pensar que, aquele menino que, tão perto, parecia tão distante, é você. Que eu consegui. Que o meu coração fez a escolha certeira. Rumo ao segundo, terceiro, quarto, e por aí afora mês. Eu vou cuidar de você em cada um desses dias, se você prometer me amar em cada um deles.
“Eu volto logo pra que você não precise sentir minha falta. Tome conta do meu coração - eu deixei ele com você.”
"Antes de você, minha vida era uma noite sem lua. Muito escura, mas haviam estrelas - pontos de luz e razão... E aí você apareceu no meu céu como um meteoro.''
Eu te amo, e eu te quero todos os dias da nossa história.
segunda-feira, 16 de março de 2009
But my thoughts you can't decode.
O seu nome está tomando conta da minha mente.
Me ajuda.
São as letras do seu nome, elas passam por cada veia e artéria do meu cérebro, em cada bifurcação elas estão. Entram junto no oxigênio que eu inspiro, e logo elas chegam no meu coração. Elas se grudam. Por maior que seja o esforço que eu faça para me concentrar em alguma coisa, o seu nome grita. É tudo o que eu posso ouvir.
E então eu sei que, aonde quer que eu vá, levo você comigo. E eu sei que isso pode ficar como uma tatuagem permanente dentro de mim.
Se for pra ser, que seja. Eu estarei completa.
Se não for, eu irei viver.
Me ajuda.
São as letras do seu nome, elas passam por cada veia e artéria do meu cérebro, em cada bifurcação elas estão. Entram junto no oxigênio que eu inspiro, e logo elas chegam no meu coração. Elas se grudam. Por maior que seja o esforço que eu faça para me concentrar em alguma coisa, o seu nome grita. É tudo o que eu posso ouvir.
E então eu sei que, aonde quer que eu vá, levo você comigo. E eu sei que isso pode ficar como uma tatuagem permanente dentro de mim.
Se for pra ser, que seja. Eu estarei completa.
Se não for, eu irei viver.
Sem fome. Minha barriga relcama, mas eu não quero comer.
Acho que agora eu entendo porque eu não tinha mais fome.
Eu vinha me alimentando da minha esperança, da minha expectativa, da minha ansiedade. Do meu amor. Eu sinto que o meu coração é seu desde a primeira vez em que eu te vi. E a cada dia, a cada tarde, eu tinha vontade de adiantar os ponteiros do relógio e colocá-los na hora de eu ir dormir. Porque quando eu acordasse eu veria você, e quando eu visse você, eu estaria finalmente em paz. Me enfurecia passar aquelas tardes arrastadas longe de você, longe do seu sorriso. Da inquietação de saber se minha coragem então me permitiria falar com você. Cada pontada do relógio parecia bater em minha impaciência. Eu não me sentia tão viva, sentia como se precisasse estar a centímetros de você, a respirar o seu cheiro para poder me sentir humana.
Pode ser loucura. Mas me deixa viver minha loucura. "O amor é uma libélula que pousa na nossa janela pouquíssimas vezes. Corra atrás da sua libélula, sem medo de se machucar. Viva o seu romance. Viva o seu último romance." Eu me sustentava pelas suas lembranças, desde o dia em que nosso olhar se cruzou e eu posso jurar ter visto um sorriso se formar em seus lábios, até o dia em que a sua palavra se dirigiu a mim. E aí, eu não queria mais nada. Um beijo seu, e eu poderia passar mais uma semana sem comida.
Preencha-me.
Acho que agora eu entendo porque eu não tinha mais fome.
Eu vinha me alimentando da minha esperança, da minha expectativa, da minha ansiedade. Do meu amor. Eu sinto que o meu coração é seu desde a primeira vez em que eu te vi. E a cada dia, a cada tarde, eu tinha vontade de adiantar os ponteiros do relógio e colocá-los na hora de eu ir dormir. Porque quando eu acordasse eu veria você, e quando eu visse você, eu estaria finalmente em paz. Me enfurecia passar aquelas tardes arrastadas longe de você, longe do seu sorriso. Da inquietação de saber se minha coragem então me permitiria falar com você. Cada pontada do relógio parecia bater em minha impaciência. Eu não me sentia tão viva, sentia como se precisasse estar a centímetros de você, a respirar o seu cheiro para poder me sentir humana.
Pode ser loucura. Mas me deixa viver minha loucura. "O amor é uma libélula que pousa na nossa janela pouquíssimas vezes. Corra atrás da sua libélula, sem medo de se machucar. Viva o seu romance. Viva o seu último romance." Eu me sustentava pelas suas lembranças, desde o dia em que nosso olhar se cruzou e eu posso jurar ter visto um sorriso se formar em seus lábios, até o dia em que a sua palavra se dirigiu a mim. E aí, eu não queria mais nada. Um beijo seu, e eu poderia passar mais uma semana sem comida.
Preencha-me.
You brought back the color to my life.
Eu sentia como se sempre fizesse as escolhas erradas. Como se tivesse na minha frente duas caixas. Em uma, havia um botão, pronto para se abrir e dar à luz a uma linda flor. E outra, com uma flor já murcha, à qual o tempo só cuidaria de lhe dar os últimos sopros de vida. E eu deveria escolher. Por algum motivo que desconheço, sempre me deixava tentar pela caixa da flor murcha. E, alguns dias depois, junto com ela, via minha felicidade se despedaçar. Depois que a última pétala da última flor caiu, eu me vi num vão. Um vácuo entre a última lembrança da última flor que eu tinha acabado de jogar fora, e o meu futuro incerto.
Eu tive sorte.
Não tive tempo de sentir esse vácuo, pois logo em seguida recebi mais uma vez a chance de escolher entre as duas caixas. E dessa vez eu fiz a escolha certa. Eu achei a parte de mim que eu tinha arrancado junto com o último resquício dele.
E agora, eu tenho um motivo para a obrigação de levantar cedo todos os dias se tornar prazerosa. Porque eu sei que amanhã eu vou vê-lo. E depois. E depois. E eu sei que, no momento em que seus olhos puxarem os meus, o nosso olhar vai se encontrar. E eu vou me sentir mais leve. Mais leve, e mais viva, enquanto as borboletas dançam, graciosas. Inquietas.
Vem, elas anseiam por você.
Eu tive sorte.
Não tive tempo de sentir esse vácuo, pois logo em seguida recebi mais uma vez a chance de escolher entre as duas caixas. E dessa vez eu fiz a escolha certa. Eu achei a parte de mim que eu tinha arrancado junto com o último resquício dele.
E agora, eu tenho um motivo para a obrigação de levantar cedo todos os dias se tornar prazerosa. Porque eu sei que amanhã eu vou vê-lo. E depois. E depois. E eu sei que, no momento em que seus olhos puxarem os meus, o nosso olhar vai se encontrar. E eu vou me sentir mais leve. Mais leve, e mais viva, enquanto as borboletas dançam, graciosas. Inquietas.
Vem, elas anseiam por você.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Invisível.
* Eu posso ver você.
Seus cabelos são negros. Escuros. Seus olhos cintilam à única luz do único lampião aceso na rua. Meu coração parou num baque surdo. Tudo o que eu sei é que você é místico. E mexe comigo.
Mais um passo. Mais alguns e eu estarei mais perto de você. Então você poderá me notar. Posso ver seu rosto franzir-se. Seu lábio se comprimir. Mais um pouco, mais um pouco... Agora. Olhou. Eu vi seus olhos pousarem em mim, eu pude senti-los.
E agora? Sorrio? Abaixo a cabeça? Aceno?
Optei por dar um sorriso torto e virar a cabeça. Levantei devagar e ainda vejo seus olhos na minha direção, mas com a expressão vazia. Como alguém que saiu de casa, sem rumo, e de repente parou com os olhos fixos no horizonte. O rosto duro. A cabeça, frenética.
Eu sinto que não posso simplesmente desistir. Me conformar que você não está interessado em me olhar de frente e voltar para casa. Não posso. Meu coração está aceso e minha alma com sede do seu olhar.
Eu vou me aproximar.
Um passo, dois passos, três passos. Estou a apenas centímetros de você.
Estico a mão. Sinto algo gelado e duro. Um vidro. Coloco a outra mão, apalpo nervosa o vidro sem propósito no meio da rua e vejo, de um lado para o outro, que não tem um sequer buraco. Não pode ser, isso não pode estar acontecendo. Vou fazer barulho para que ele me ajude a passar pelo vidro, pensei. Dei três batidas no vidro, um chamado, e... nada. Vejo seu nariz se mexer como quem sente um cheiro, um suspiro como se estivesse saindo de uma série de pensamentos; mas seus olhos continuam em mim. Além de mim. Olho pra trás em busca de alguém, alguma coisa. Nada. Estamos sozinhos na rua, apenas três elementos. Eu, ele e o meu coração que agora bate num ritmo que me assusta. Eu preciso tocar você. Mais um grito. Olhe-me.
Pisquei os olhos e o vi dar mais uma olhada na minha direção e ao meu redor, como se procurasse o emissor daquele som. Seu olhar parado em uma casa me disse que ele pensou ter vindo de lá. Simplesmente deu de ombros e virou de costas, voltando para algum lugar, o seu lugar. O lugar de onde jamais deveria ter saído. Do lugar para onde jamais deveria ter vindo. De algum outro mundo, talvez. Um mundo que eu nunca vou alcançar.
Vi seus olhos de repente se voltarem para trás. Olharem, sem verem nada. Sei que simplesmente não quer ver; sei que o fato é que não pode ver.
Sou invisível aos seus olhos.
Lambi o sal de meus lábios. E voltei para o meu mundo. Um mundo em que não existe você. Um mundo em que eu sigo sem metade de mim.
Seus cabelos são negros. Escuros. Seus olhos cintilam à única luz do único lampião aceso na rua. Meu coração parou num baque surdo. Tudo o que eu sei é que você é místico. E mexe comigo.
Mais um passo. Mais alguns e eu estarei mais perto de você. Então você poderá me notar. Posso ver seu rosto franzir-se. Seu lábio se comprimir. Mais um pouco, mais um pouco... Agora. Olhou. Eu vi seus olhos pousarem em mim, eu pude senti-los.
E agora? Sorrio? Abaixo a cabeça? Aceno?
Optei por dar um sorriso torto e virar a cabeça. Levantei devagar e ainda vejo seus olhos na minha direção, mas com a expressão vazia. Como alguém que saiu de casa, sem rumo, e de repente parou com os olhos fixos no horizonte. O rosto duro. A cabeça, frenética.
Eu sinto que não posso simplesmente desistir. Me conformar que você não está interessado em me olhar de frente e voltar para casa. Não posso. Meu coração está aceso e minha alma com sede do seu olhar.
Eu vou me aproximar.
Um passo, dois passos, três passos. Estou a apenas centímetros de você.
Estico a mão. Sinto algo gelado e duro. Um vidro. Coloco a outra mão, apalpo nervosa o vidro sem propósito no meio da rua e vejo, de um lado para o outro, que não tem um sequer buraco. Não pode ser, isso não pode estar acontecendo. Vou fazer barulho para que ele me ajude a passar pelo vidro, pensei. Dei três batidas no vidro, um chamado, e... nada. Vejo seu nariz se mexer como quem sente um cheiro, um suspiro como se estivesse saindo de uma série de pensamentos; mas seus olhos continuam em mim. Além de mim. Olho pra trás em busca de alguém, alguma coisa. Nada. Estamos sozinhos na rua, apenas três elementos. Eu, ele e o meu coração que agora bate num ritmo que me assusta. Eu preciso tocar você. Mais um grito. Olhe-me.
Pisquei os olhos e o vi dar mais uma olhada na minha direção e ao meu redor, como se procurasse o emissor daquele som. Seu olhar parado em uma casa me disse que ele pensou ter vindo de lá. Simplesmente deu de ombros e virou de costas, voltando para algum lugar, o seu lugar. O lugar de onde jamais deveria ter saído. Do lugar para onde jamais deveria ter vindo. De algum outro mundo, talvez. Um mundo que eu nunca vou alcançar.
Vi seus olhos de repente se voltarem para trás. Olharem, sem verem nada. Sei que simplesmente não quer ver; sei que o fato é que não pode ver.
Sou invisível aos seus olhos.
Lambi o sal de meus lábios. E voltei para o meu mundo. Um mundo em que não existe você. Um mundo em que eu sigo sem metade de mim.
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