Sem fome. Minha barriga relcama, mas eu não quero comer.
Acho que agora eu entendo porque eu não tinha mais fome.
Eu vinha me alimentando da minha esperança, da minha expectativa, da minha ansiedade. Do meu amor. Eu sinto que o meu coração é seu desde a primeira vez em que eu te vi. E a cada dia, a cada tarde, eu tinha vontade de adiantar os ponteiros do relógio e colocá-los na hora de eu ir dormir. Porque quando eu acordasse eu veria você, e quando eu visse você, eu estaria finalmente em paz. Me enfurecia passar aquelas tardes arrastadas longe de você, longe do seu sorriso. Da inquietação de saber se minha coragem então me permitiria falar com você. Cada pontada do relógio parecia bater em minha impaciência. Eu não me sentia tão viva, sentia como se precisasse estar a centímetros de você, a respirar o seu cheiro para poder me sentir humana.
Pode ser loucura. Mas me deixa viver minha loucura. "O amor é uma libélula que pousa na nossa janela pouquíssimas vezes. Corra atrás da sua libélula, sem medo de se machucar. Viva o seu romance. Viva o seu último romance." Eu me sustentava pelas suas lembranças, desde o dia em que nosso olhar se cruzou e eu posso jurar ter visto um sorriso se formar em seus lábios, até o dia em que a sua palavra se dirigiu a mim. E aí, eu não queria mais nada. Um beijo seu, e eu poderia passar mais uma semana sem comida.
Preencha-me.
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