"O oposto do amor não é o ódio, é a indiferença."
Se ouve por aí. Por entre as calçadas, por entre as árvores que distorcem a voz. Mas essa é interessante. E talvez pela primeira vez na minha vida eu consiga puxar do abstrato e dá-la as boas vindas: bem-vinda à minha vida real. Isso não quer dizer que eu goste de aplicá-la. Mas entre isso e a morte gradativa, eu fico com a primeira opção.
Uma pergunta vai dilatar minhas artérias. Antes que exploda, me deixa dizer.
Se a cada minuto da minha insônia o meu coração berra para que eu propague pelos meus músculos que eu não preciso mais de você, por que a tua indiferença ainda me dói?
O meu último pedido é que algum vento forte me leve para longe dessa vulnerabilidade. Diante de tudo, me sentir vulnerável diante de você é o que menos quero.
Mais do que cansaço de chorar as feridas encarando as pontadas arrastadas dos relógios - que parecem pulsar junto em mim -, cansei de correr no sentido contrário de uma multidão, para, no fim do caminho, ver a minha esperança desfeita em pedaços. Bem como o meu perfurado coração vermelho-fraco.
Só por hoje não vou tomar minha dose de você.
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