Você me ensina como se chega ao torpor. Eu me sinto entorpecida com as suas palavras. É como se elas não fossem escritas, e sim recitadas. Como uma bela canção, que colocariam a sua pequena para dormir. Dormir num sono eterno. Porque eu morreria ao som das tuas palavras. Eu morreria para ouvir você me dizer cada uma dessas coisas com a boca colada no meu ouvido. Eu morreria para ter esses segundos de transcendência, de torpor infinito e de pulsação incontrolável. Eu te amo como amo a minha vida, porque não é como se você FOSSE ela, é só como se você fizesse ela ter alguma razão. Um cão seria um nada sem as quatro patas. Viveria ali, praticamente inerte. Assim eu seria sem você pra compôr a minha alma, o corpo que sustento, os meus desejos, as minhas vontades, o meu poder...
Inerte.
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